Como alcançar fluência numa língua estrangeira?

A resposta simples de como alcançar fluência numa língua é questão de motivação, motivar a si mesmo. Depois de ter tido muitos alunos, estou convencido de que alunos motivados alcançam fluência, alunos desmotivados não alcançam.

Recentemente, fui abordado por uma pessoa que está envolvida no ensino de inglês para imigrantes nos Estados Unidos. Ele me pediu conselhos sobre como preparar material para eles, como livros voltados para alunos de idiomas. Provavelmente, se ele pudesse influenciar a atitude ou motivação dos alunos, ele os ajudaria mais do que criando uma lista de livros.

Motivação é a chave para o sucesso no aprendizado de idiomas. Motivação é o ingrediente mágico para o sucesso em qualquer empreitada por fluência. Eu me lembrei de um vídeo do TED de Scott Geller, “A psicologia da automotivação”.  Eu não concordo com tudo, mas vale a pena assistir. Isso é muito relevante na busca por fluência numa língua estrangeira. Em particular, estas são três perguntas que são feitas no vídeo.

Alcançar fluência – Posso conseguir?

Se a resposta para essa pergunta é ‘não’, então é melhor você parar de tentar. Se você não acredita que consegue chegar ao destino da sua jornada, por que começar? Por outro lado, se você acredita que pode se tornar fluente, você está no caminho para alcançar fluência.

Se você nunca aprendeu uma língua estrangeira, você pode não ter a confiança de que você tem competência para aprender idiomas, de que você pode fazer isso, de que você pode ser fluente. Eu sei que eu não acreditava que podia até que, 50 anos atrás, eu fiquei fluente em francês. Depois disso, eu nunca mais duvidei da minha habilidade de aprender outro idioma e me tornar fluente.

Infelizmente, só é possível adquirir esta confiança depois de ter aprendido ao menos um idioma. Entretanto, quanto mais idiomas você aprende, mais competente e mais confiante você fica. Eu sou um aluno melhor aos 70 anos do que eu era aos 16, pois eu já fiz isso muitas vezes.

 

Eu acredito fortemente que todos nós temos habilidade inata para aprender línguas estrangeiras. Nós apenas precisamos acreditar em nós mesmos, e focarmos no processo de aprendizado. Apenas precisamos desenvolver novos hábitos e nos dar o benefício da dúvida.

Tem apenas uma condição. Assim que embarcarmos numa jornada, quando você decidir aprender uma nova língua, você aceita a responsabilidade de alcançar seu objetivo. Em outras palavras, você tem que assumir o controle. Você tem que se tornar um estudante autônomo.

Isso irá funcionar?

O método de aprendizado que você está usando te permitirá atingir seu objetivo? Se você quer viajar para algum lugar, você tem que estar confiante de que o seu meio de transporte te levará ao destino que você deseja. Pela mesma razão, você tem que acreditar na estratégia de aprendizado que escolheu. Se você acredita que seu método de aprendizado não funciona, você deveria trocar de método.

Se você não acredita no método que você esta usando, ele não funcionará pra você. Se você acreditar no método, é mais provável que você empenhe mais tempo e esforço necessário para o sucesso, e a sua crença no processo vai de fato aumentar a efetividade do método escolhido. Eu me refiro a isso como o efeito placebo em um vídeo recente.

Na minha visão, a estratégia de aprendizado mais efetiva é a de entrada massiva de informações, ouvindo e lendo , usando conteúdos interessantes que você tenha escolhido. É claro que precisamos começar com material de iniciante, que pode não ser tão interessante, mas podemos passar a usar material autêntico e interessante de maneira surpreendentemente rápida com ferramentas como o LingQ.

Isso quer dizer que você deve adquirir um grande vocabulário e um alto nível de compreensão, base sobre a qual você irá construir outras habilidades. Estou convencido da eficácia desta abordagem por experiência própria e por ter lido resultados de pesquisa sobre aquisição de idiomas. O fato de essa abordagem ter funcionado para mim na aquisição de mais de 10 idiomas apenas reforçou minha crença.  Eu sei que ler conteúdos interessantes no idioma no meu iPad, ou ouvir um áudio book enquanto passeio com meu cachorro, ou dirigindo, não é apenas agradável, mas também aumenta minhas habilidades no idioma.

Se você está familiarizado com o idioma, com a maneira de pensar na nova cultura e, se conhecermos muitas palavras, a habilidade de nos expressar natural e claramente no novo idioma pode se desenvolver facilmente. Por outro lado, começar preocupado com a gramática (link to Steve’s vídeo) e esperando falar de maneira significativa quando temos problemas para entender o que as pessoas estão dizendo, soa como colocar o carro na frente dos bois.

Existem muitas pessoas, entretanto, que pensam que nos devemos falar desde o primeiro dia (link to Benny Lewis’ vídeo). Se a pessoa acreditar nesta abordagem e gostar, e se conseguir usá-la, eu tenho certeza de que irá funcionar. Certifique-se de que você encontre um método em que acredite e que você goste, de maneira que a resposta para a pergunta ‘vai funcionar?’ seja ‘sim’.

Vale a pena?

Nós queremos aprender o idioma? Nós gostamos do idioma? Nós gostamos de estar com pessoas daquele idioma? Nós queremos ter acesso a algum aspecto daquela cultura, como livros, filmes, música, etc.? Nós queremos viajar para o país em que o idioma é falado? Nós precisamos do idioma para nosso trabalho ou para se comunicar com amigos ou pessoas que amamos? Quanto mais respostas ‘sim’ a essas questões, mais forte será nossa motivação.

 

Além das óbvias desvantagens de poder se comunicar em outro idioma, aprender idiomas é um hábito saudável. Pesquisas mostram que aprender e falar outro idioma faz bem para nossos cérebros, reforça nossas habilidades cognitivas, nos mantêm jovens, e ajuda a evitar demência quando estivermos mais velhos.

O aprendizado de idiomas necessita de comprometimento e, portanto, é importante que sintamos que o esforço vale a pena. Quando eu começo em um novo idioma, eu luto com conteúdo que não é muito interessante, e ainda assim, difícil de entender. Em geral, em alguns meses eu consigo acessar conteúdo do meu interesse, mas que continua difícil, certamente mais difícil do que ler no meu próprio idioma. Quando eu começo a falar no idioma, eu luto para entender e encontrar as palavras que quero. O autoflagelo vale mesmo a pena?

Para mim vale. Eu sei que eventualmente eu irei aproveitar livros, filmes e amizades no idioma. Sinto-me sortudo por conseguir falar 15 idiomas. É indescritível a alegria e os benefícios que a habilidade de me comunicar em cada um dos idiomas que falo me traz. Meu único arrependimento é que eu não tenho tempo de focar mais em cada um deles. Cada um deles é uma janela para um novo mundo, uma nova expressão do que é ser um ser-humano.

Então, se você quer se tornar fluente num idioma, mas está faltando motivação, faça as três perguntas a si mesmo.  Se a resposta for ‘sim’ para todas as três, você está no caminho correto. Se você responder ‘não’ para alguma delas, então você deve abandonar seu objetivo de fluência ou encontrar razões para dizer sim. É tudo uma questão de mente sobre o cérebro.

Você deve aprender múltiplos idiomas ao mesmo tempo?

Olá, quem fala é Steve Kaufmann e hoje eu vou falar sobre aprender múltiplos idiomas ao mesmo tempo. Esta é resposta a uma pergunta feita por Pelle, da Suécia, espectador do meu canal no Youtube. Se eu me lembro bem, ele está estudando russo, não tem muito tempo, mas também quer estudar alemão e queria saber o que eu achava disso. Ele me perguntou se eu recomendaria ou não.

Eu recebo essa pergunta com frequência, ‘o que eu acho de …’. Eu tenho algumas opiniões sobre o assunto.

Primeiro de tudo, se uma pessoa está aprendendo um idioma e quer aprender outro, ou até mesmo um terceiro idioma, é algo que eu entendo completamente e aprovo. Uma vez que descobrimos o prazer de aprender um idioma, de descobrir o idioma, mesmo antes de conseguirmos o falar com prazer, o prazer de explorar um mundo de cultura diferente, historia diferente, diferentes meios de expressar as coisas, são muito, muito recompensadores, encantadores e prazerosos. Por isso queremos explorar outro idioma.

É verdade que uma vez que dominamos ou nos tornamos relativamente bons em nos comunicar em um idioma, nos sentimos mais confiantes e mais propensos a aprender um terceiro, quarto e quinto idioma. De fato, eu acho que na Europa á comum que as pessoas falem dois, três ou quatro idiomas, pois existem muitos idiomas diferentes na Europa em uma área relativamente limitada. É bem menos comum na América do Norte.

Se tomarmos o Canadá como exemplo, as crianças estudam francês na escola, mas acabam não falando francês, mas mesmo aprender um idioma é uma grande conquista. Muitas pessoas que eu encontro em Vancouver dizem: “nossa, Steve, você fala todos esses idiomas? Eu ia adorar falar francês ou espanhol, ou algum outro”. Claro, eles não se esforçam muito ou tentam, mas acabam desistindo. Então, na América do Norte nós temos todos os tipos de pessoas, os que não falam nem um idioma estrangeiro, mas na Europa, falar vários idiomas é bem comum.

Eu não acho que seja preciso ter habilidades especiais para aprender múltiplos idiomas. O que eu quero dizer é que algumas pessoas podem aprender melhor do que outras, mas todos podem aprender. Algumas pessoas podem pronunciar melhor, outras ter vocabulário maior, diferentes pessoas têm interesses diferentes, mas todos são capazes de conseguir e a sensação é muito recompensadora, então eu encorajo a todos.

Eu costumo dizer que a maneira que o francês é ensinado aqui no Canadá não faz sentido, pois estamos ensinando às crianças como dizer coisas básicas em francês, com a esperança de estarem corretas, quando, de fato, as crianças sabem que provavelmente nunca precisarão usar francês e, certamente não naqueles cenários específicos que são ensinados nas escolas. Eu sinto que ensino de línguas nas nossas escolas deveria ser mais uma questão de descoberta, aprender a entender, construir vocabulário, explorar novas línguas, até mesmo mais de uma língua.  

Explorar idiomas, mesmo que passivamente para poder entendê-lo e entender sobre outros países, aprender sobre os países através da língua deles, aprender sobre a história e cultura, tudo isso é demais, múltiplos idiomas, demais. Esta é a primeira parte da minha resposta.

A segunda parte da resposta é mesmo que eu saiba que existem poliglotas – e eu já vi vídeos deles – que conseguem estudar, dois, três, quatro, cinco idiomas ao mesmo tempo, eu não consigo. Isso sugere que existem algumas pessoas que conseguem e outras que não conseguem. Eu não deveria dizer que não consigo, mas que eu prefiro não fazê-lo. Algumas pessoas gostam de fazer, mas outras não gostam. Prefiro concentrar em uma língua, pois eu acho muito interessante assim. Isso me prende. Fico comprometido. Não consigo me cansar dela.

Eu sei, por experiência própria, que quanto mais intenso, mais eu me concentro, eu consigo melhores resultados. Em outras palavras, eu passei 5 anos estudando russo, uma hora por dia. Eu passei 9 meses estudando chinês, sete horas por dia. Me saí melhor com chinês.

Quanto mais intenso for a experiência, mais você vai aprender, você irá encontrar as mesmas palavras com mais frequência, seu cérebro se habituará a elas mais facilmente. É meio que a intensidade que ajuda o cérebro a absorver o novo idioma, então eu prefiro sempre me concentrar mais em um idioma.

Eu também gosto de explorar, então no LingQ  eu dou uma olhada em coisas em holandês e descubro que consigo decifrar algumas lições tanto em holandês quanto em polonês, que é um pouco parecido com checo. Então eu exploro um pouco, mas não gasto muito tempo porque aprender uma língua da bastante trabalho. É uma coisa para se explorar. Eu já dei uma olhada em árabe, turco, tudo no LingQ, mas eu sei que se eu fosse me comprometer a aprender todas essas línguas, eu teria muito trabalho, como um emprego de tempo integral.

Não dá pra ter dois empregos de tempo integral. Então se estou me empenhando em tempo integral em checo, eu me dedicarei apenas a ele. Eu devo passar 20% do tempo com idiomas que eu já conheço, então com checo, ocasionalmente eu ouço coisas em russo, para manter ele fresco na minha mente. Quando eu resolvi aprender português, apesar de eu já falar espanhol e o vocabulário ser 85-95% igual, não foi tão fácil quanto eu achava. Foi difícil e eu até comprei um livro, por exemplo, Como palavras em espanhol são convertidas para português. Bem, não é questão de ler uma lista e as palavras em espanhol se tornarão palavras em português. Antes mesmo de terminar a lista, você já as esqueceu.

É preciso criar um hábito no cérebro e, para criar este hábito, quanto maior a intensidade da exposição, o exercício, para mim, mais cedo você terá controle sobre aquele idioma, mesmo para idiomas relativamente parecidos como o espanhol e o português, sem falar nos idiomas mais difíceis ou que não tem muita semelhança, como russo e alemão. O que você pode fazer é focar em um idioma por seis meses, talvez 80%, e usar os outros 20% para explorar outro idioma. Depois você pode inverter e dedicar 80% do tempo no idioma dois, digamos, alemão, no caso do nosso amigo da Suécia, e apenas 20% em russo, e depois inverter se você quiser.

No meu caso com o idioma checo, eu acabei indo para a República Checa e passei cinco dias em Praga, falando de 7 a 8 horas de checo por dia e eu fiquei muito feliz com o que eu alcancei. Então eu disse: tudo bem, agora vou me dedicar ao coreano. Então eu estudei coreano por 4 ou 5 meses, não tão intensamente. Então eu tive uma viagem de negócios para a Romênia, e eu passei 2 meses estudando romeno e alcancei um nível que eu podia me comunicar e falar sobre uma variedade de assuntos, inclusive entender noticiários e por aí em diante. Tenha em mente que romeno é 70% similar ao vocabulário do idioma italiano.

Quando eu estava lá conversando com todos aqueles romenos, tinha um cara checo e eu queria conversar com ele em checo. Eu não consegui falar nem uma palavra, nada, sumiu. Mesmo que meu romeno não chegue nem perto do checo, eu estive tão focado no idioma romeno que eu esqueci o idioma checo. Mas isso não teria acontecido com idiomas que eu tenho mais domínio, como japonês, alemão ou russo, mas parar checo, que não esta em um nível que está fortemente ancorado no meu cérebro, eu não consegui falar nem uma palavra.

Como eu vou para a República Checa e Eslováquia passar o natal e ano novo com meu filho e a família dele, que mora na Inglaterra, eu voltei a estudar checo. Bem, meu romeno desapareceu. Não sei falar mais nada em romeno. Eu entendo, até consigo ler. Não demoraria mais do que um ou dois dias pra relembrar. O que eu quero dizer é que existe um benefício real em focar com muita intensidade.

Você sempre pode retomar seus idiomas. Eu faço isso regularmente, você volta à eles. Se você estivesse falando com Pelle, se fosse para passar 6 meses ou 1 ano estudando russo, o que é um trabalho de tempo integral, você poderia passar meses estudando alemão e usaria 20% do tempo apenas para manter o idioma russo fresco na memória.

Eu nunca me preocupo se eu esqueci alguma coisa em coreano, romeno ou checo, pois eu sei que em um dia ou dois eu consigo recuperar, ou até menos. No calor do momento, se você disser que fala um idioma, se dedique a ele. Eu consigo fazer isso com a maioria dos idiomas, mas não consigo com checo, romeno, coreano e assim por diante.

Então, para resumir, de qualquer forma eu acho que estudar mais de um idioma é uma boa coisa. Acho que o ensino de idiomas nas escolas deveriam ser mais como exploração, descoberta de mais idiomas e culturas através da língua e coisas assim, ao invés de fazer as pessoas falarem corretamente. Obviamente, onde o idioma é necessário para o trabalho, o que é comum com inglês, não é a estratégia correta. Deve-se focar em permitir que as pessoas se comuniquem.

Então, sim, estudar múltiplos idiomas é bom. No momento, o que eu gosto de fazer quando estudo idiomas é me concentrar em uma de cada vez, mas isso é o que eu gosto. Eu sei que existem excelentes poliglotas que possuem diferentes abordagens, cujos conselhos são diferentes dos meus.

Para aprender idiomas como eu, visite LingQ. Além disso, leia mais coisas no meu blog, e se inscreva no meu canal do YouTube para ver vídeos e muito mais!

Objetivos significativos no aprendizado de idiomas

É comum que o objetivo de ser fluente numa língua estrangeira pareça vago e ilusório. Nem sempre é claro o que ‘fluência’ significa. Aqueles que ainda não experimentaram a sensação de atingir fluência numa língua duvidam que seja possível chegar lá, e duvidam que saberiam se a alcançassem. Frequentemente, alunos acham que não estão fazendo progresso na língua que estão estudando. Essas situações podem fazer com que o aprendizado de línguas seja frustrante.

Como lidar com frustrações

Eu lido com essas frustrações de duas maneiras. Primeiro de tudo, eu tento focar a maior parte das minhas atividades de aprendizado de língua em tarefas que eu gosto. Isso quer dizer que meu tempo é gasto ouvindo e lendo conteúdos que são do meu interesse, aprendendo sobre novas culturas e adquirindo informação e experiência. Eu sei, por experiência própria, que irei melhorar minhas habilidades na língua se eu continuar a ouvir, ler e explorar com entusiasmo coisas que são do meu interesse.

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Entretanto, existem situações em que isso não é o suficiente. Isso acontece quando o material fácil na língua passa a ser entediante e, o material interessante e autêntico, é difícil. Existem muitas palavras desconhecidas, o significado é um pouco vago ou confuso, e eu tenho problemas para entender quando eu escuto. Eu preciso me forçar a perseverar.

Eu estou nesta situação aprendendo coreano. O que deveria ser conteúdo legal e interessante, podcasts que eu encontrei e foram transcritos para a nossa biblioteca no LingQ, como o podcast de literatura de Kim Yougha, ainda são complicados e desafiadores para mim. O conteúdo intermediário na nossa biblioteca do LingQ é mais acessível, mas é menos interessante. O resultado é que eu começo e paro no meu aprendizado de coreano, e ainda não alcancei meu objetivo de ser fluente.

É nesse ponto que eu acredito que os objetivos de curto prazo podem ser importantes para me manter focado na tarefa. Vejamos alguns exemplos de atividades de outras áreas.

Alcançando objetivos enquanto se exercita o corpo e a mente

Eu gosto de fazer exercícios. Quando eu levanto pesos ou faço flexões, eu faço um número específico. Eu faço 20 flexões, ou três séries de 10 repetições de um determinado exercício. Eu faço isso um número específico de vezes por semana. Eu não fazer um número indefinido de exercícios sempre que quero. Se eu estou nadando no mar e quer o um bom exercício, vou buscar uma boia ou algo do tipo e que esteja longe, e depois nado de volta, uma ou várias vezes. Eu sei que estes exercícios irão contribuir para manter ou melhorar a minha condição física.

Eu não penso sobre o quanto mais em forma eu estou ficando. Eu não estou realmente pensando sobre o meu objetivo a longo prazo, que é, de fato, bastante vago. Eu apenas me concentro nas tarefas imediatas. Eu sei que fazer estes exercícios, atingindo metas mensuráveis e imediatas, terá o efeito desejado de manter-me em forma a longo prazo.

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O mesmo se aplica no aprendizado de idiomas. Quando nos deparamos com o sentido vago de que não sabemos o quão proficiente podemos nos tornar num idioma ou o quanto estamos melhorando, ter objetivos mensuráveis e de curto prazo se tornam importantes. É mais fácil realizar tarefas específicas ao invés de apenas ‘estudar a língua’.

Um empurrãozinho à fluência em coreano

Eu estou determinado a melhorar meu coreano, uma língua que eu comecei e parei de estudar por várias vezes. Eu fiz um desafio de coreano de 90 dias há um tempo. Você pode ver aqui os vídeos que eu postei no YouTube durante o desafio.

Eu tive um progresso considerável, mas eu ainda não estou no estágio em que eu confortavelmente consigo entender o tipo de material que eu quero ler e ouvir, o tipo de material que realmente permitiria me conectar com a cultura coreana e com as pessoas da Coréia.

Isso vai mudar. Começando em setembro, eu irei embarcar em um novo desafio de coreano de 90 dias que, no final eu quero estar confortavelmente fluente. Para fazer isso, eu terei que aumentar significativamente meu vocabulário e minha familiaridade com a língua, assim como minha habilidade de compreender nativos falando em coreano sobre uma variedade de assuntos.

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Este é um objetivo ambicioso e, de certa forma, vago. Para garantir que irei atingi-lo, eu vou estabelecer metas bem específicas durante os 90 dias, usando as estatísticas que são mantidas pelo LingQ. Irei ler 450.000 palavras em coreano, ou 5.000 palavras a cada dia. Eu irei ouvir pelo menos 135 horas de coreano, ou 90 minutos por dia, seja no meu carro, me exercitando, lavando a louça ou enquanto estiver lendo no meu iPad. Estarei ouvindo praticamente o mesmo conteúdo enquanto eu leio, em outras palavras, os podcasts com transcrições que temos na biblioteca do LingQ. A partir destas lições, irei salvar 18.000 palavras e frases ao meu banco de dados pessoal. Em outras palavras, criar 200 LingQs a cada dia. O número das minhas ‘palavras conhecidas’ em coreano deve dobrar, de 30.000 para 60.000, adicionando, em média, 300 palavras às palavras que eu conheço pelo menos passivamente. No LingQ, ‘conhecer a palavra’ quer dizer que você entende seu significado em um dado contexto. Eu sei, por experiência própria, que eu aprendo a maior parte do vocabulário por acaso. Isso quer dizer que eu não as estudo deliberadamente. Esses são indicadores mensuráveis da minha atividade que são automaticamente gravados no LingQ. Vamos ver o que vai acontecer.

Expressando-me

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Eu também irei me comprometer a falar e escrever em coreano, mas eu provavelmente não começarei a falar nem escrever antes do terceiro mês. Eu quero alcançar um nível mais alto de compreensão e vocabulário e uma sensação de confiança maior antes de começar a falar e escrever. Mas, uma vez que eu comece a falar com falantes nativos, e escrever, eu quero estabelecer objetivos claros de quanto tempo irei gastar nestas atividades.

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As estatísticas do LingQ realmente não são uma medida de progresso na língua, mas uma medida do nível de atividade. Eu terei tarefas específicas para completar e atividades para manter. Estou confiante que se eu me mantiver firme e cumprir minhas atividades de curto prazo, o progresso da língua irá acontecer naturalmente. Eu sei que estar ativo no aprendizado de uma língua, passar tempo com a língua, é garantia de resultados. Eu espero que perseguir estas tarefas claramente definidas irá garantir que eu não irei desistir dos meus objetivos maiores no aprendizado de línguas.

Somente o tempo irá dizer quanto sucesso eu terei. Eu planejo começar essas atividades no dia 1 de Setembro. Isso significa que agora eu posso passar o resto do meu glorioso verão brincando com outros idiomas, enquanto mantenho minha rotina de exercícios e de natação no oceano. Mas, assim que setembro chegar irei trabalhar duro e me comprometerei a fazer um grande avanço no idioma coreano.

Quanto tempo deve levar para aprender um idioma?

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O aprendizado de um idioma depende principalmente de três fatores: atitude do aluno, disponibilidade de tempo e a atenÁão que o aluno tem em relaÁão ao idioma. Se nÓs assumirmos uma atitude positiva por parte do aluno, e uma atenÁão razoável e crescente ao idioma, e atÉ mesmo um mÉtodo que estimula a atenÁão, quanto tempo leva?

O Instituto de ServiÁos Estrangeiros – FSI, dos Estados Unidos, divide idiomas em grupos de dificuldade para falantes da lÌngua Inglesa:

Grupo 1: FrancÊs, Alemão, LÌngua IndonÉsia, Italiano, Português, Romeno, Espanhol e SuaÌli
Grupo 2: B˙lgaro, Birmanês, Grego, Hindi, Persa e Urdu
Grupo 3: Amárico, Khmer (Camboja), Checo, Finlandês, Hebraico, H˙ngaro, Laosiano, Polonês, Russo, SÉrvio, Croata, Tailandês, Turco e Vietnamita.
Grupo 4: ¡rabe, Chinês, Japonês e Coreano

A FSI tem 5 nÌveis de proficiência:

1) Proficiência básica: a pessoa consegue satisfazer as necessidades rotineiras durante viagens e requisitos mÌnimos de cortesia.

2) Proficiência mÌnima no ambiente de trabalho: a pessoa consegue atender ‡s demandas sociais de rotina e requisitos de trabalho limitados.

3) Proficiência profissional mÌnima: a pessoa fala o idioma com precisão estrutural e vocabular suficientes para participar de maneira efetiva na maioria das conversas formais e informais, seja sobre assuntos pessoais ou profissionais.

4) Proficiência profissional completa: a pessoa usa a lÌngua de maneira fluente e com precisão em todos os nÌveis pertinentes ‡s demandas profissionais.

5) Proficiência nativa ou bilÌngue: a pessoa possui proficiÊncia de comunicaÁão oral equivalente ‡ um falante nativo.

Nesta escala, eu chamaria o item 2 de fluência básica de conversaÁão.

Pesquisas da FSI indicam que precisamos de 480 horas para atingir fluência básica em idiomas do grupo 1, e 720 horas para idiomas dos grupos 2 ‡ 4.

Se conseguirmos estudar 10 horas por dia, a fluência básica nos idiomas fáceis deve demorar 48 dias e, para idiomas difÌceis, 72 dias. Se descontarmos os finais de semana, isso resulta em 2 ‡ 3 meses. Se você estudar apenas 5 horas por dia, levará o dobro do tempo.

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Estudar 10 horas por dia É razoável? Pode ser. Vejamos um exemplo básico de rotina diária.

8h – 12h: Alterne entre escutar, ler e revisar vocabulário usando o LingQ, Anki ou qualquer outro sistema.

12h – 14h: Descanso, exercÌcios fÌsicos e almoÁo enquanto ouve o idioma.

14h – 15h: Revisão de gramática

15h – 16h: Escrita

16h – 17h: Conversa por Skype ou com locais, se estiver no paÌs falante do idioma

17h – 19h: Descanso

19h – 22h: Momento de relaxar praticando o idioma. Filmes, m˙sicas ou sair com os amigos falando o idioma. Depende da sua disponibilidade.

… preciso certo tempo para absorver o idioma e ‡s vezes leva tempo para fixarmos algumas coisas que estudamos. Por outro lado, o estudo intenso trás benefÌcios. Eu não tenho d˙vidas de que alguÉm que siga este intenso programa de estudos ou algum similar, alcanÁaria fluÊncia básica em conversaÁão em 2 meses para idiomas fáceis e 3 meses para idiomas difÌceis.

Para ir do nÌvel 2 para o nÌvel 4, ou proficiência profissional completa, levaria mais tempo, talvez o dobro do tempo.

Aprender um idioma é como se apaixonar

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Recentemente, eu tive que dar uma pequena palestra em japonês para cerca de 30 membros da Câmara de Comércio do Canadá-Japão. Eu sou o diretor desta Câmara, que consiste, em sua maioria, de imigrantes japoneses que vieram para o Canadá e que possuem seu próprio negócio aqui. Eis o que eu disse em japonês.

Aprender um idioma é como se apaixonar. Na verdade, você precisa estar apaixonado para aprender bem. Eu me refiro ‡ paixão pelo idioma. Você precisa ter um caso amoroso com o idioma. Não é preciso casar-se. Você pode ter um caso e, em seguida, mudar de idioma por um perÌodo de tempo. Entretanto, enquanto você estiver aprendendo um idioma, é preciso estar apaixonado por ele. Você aprenderá mais rápido se for fiel ‡ ele enquanto o estiver estudando.

Assim como quando você está apaixonado, você quer (e precisa) passar tanto tempo quanto possÌvel com objeto do seu amor. Você quer ouvir sua voz e ler seus pensamentos. Você quer aprender mais sobre ele, o máximo de palavras e frases que ele usa para se expressar. Você pensa nele onde quer que você esteja. Você comeÁa a observar atentamente o objeto de seu amor. Você notar· todas as coisas que ele faz, ficará familiarizado com seus peculiares padrıes de comportamento. Você o respira, ouve sua voz. Você o sente. Você passa a conhecê-lo cada vez mais, naturalmente.

Assim como num caso amoroso, há coisas no objeto de seu amor que vocÍ não gosta. Você os ignora. Você somente pensa nas coisas que você ama. Você não o questiona. Apenas aceita. Não pergunta o porquê. Não questiona por que se comporta de certa maneira. Não procura entender os segredos da sua estrutura. Apenas deseja estar com ele, e atÈ mesmo imitá-lo — a maior forma de apreciação.

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Amar um idioma é uma relação sem reciprocidade. Você ama o idioma. Ele não te ama. Mas o lado bom é que ele não sente ci˙mes de você, dos seus outros casos amorosos. Ele não se importa se você tiver mais de um caso amoroso por vez. Entretanto, assim como com pessoas, isso pode causar problemas … O idioma não te critica. Você pode us·-lo como quiser, contanto que você se sinta bem.

Você não tem ci˙mes das outras pessoas que amam o idioma que você ama. Na verdade, você gosta de conhecer pessoas que amam o mesmo idioma que você. … muito menos trabalhoso amar um idioma do que uma pessoa. O amor ao idioma é a própria recompensa. Você não liga para o que ele pensa de você. Você aproveita seu caso amoroso com o idioma e não espera nada em troca. Enquanto estiverem se relacionando, você aprenderá e irá se aperfeiçoar.

Se você usar o idioma sem amá-lo, você não irá se aperfeiçoar. Se seu objetivo for apenas conseguir um emprego ou passar numa prova, você não irá se aperfeiçoar. As pessoas são do mesmo jeito. Você não pode ter um caso com uma pessoa apenas para conseguir um emprego melhor, apesar de que…

Esta tem sido a minha abordagem. Então, quando eu aprendo um idioma, eu passo a maior parte do tempo apenas escutando e lendo para adquirir palavras e frases. Só quero conhecer o idioma, me divertir com sua personalidade e me acostumar com ela. Não quero que ninguÈm me questione ou que me explique o amor que sinto. Eu não quero falar no idioma enquanto eu não conhecê-lo, pois sei que não farei jus ao meu amor por ele. Eu apenas falo no idioma quando eu quero, quando estou pronto.

Eu uso a abordagem de aprendizado chamada de ‘perÌodo de silêncio’. Neste momento, estou aprendendo russo e tenho feito isso por cerca de um ano. Eu leio e ouÁo diferentes tipos de conte˙dos, incluindo simples histórias, podcasts e Tolstoy. Eu adoro. Eu ainda não falo russo. Eu poderia se quisesse. Eu tenho usado a ˙ltima versão do nosso sistema de aprendizado de idiomas, o LingQ, que possibilita o aprendizado de qualquer idioma que se queira.

Se algum de vocês estiver interessado em ter um caso amoroso com um idioma, leia mais no meu blog e se inscreva no meu canal no Youtube para ouvir este e outros podcasts. Você também pode aperfeiÁoar seu inglês, espanhol, italiano e outros 11 idiomas hoje mesmo! Visite LingQ.com.

Podemos aprender 100 palavras por dia?

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Em um comentario em uma postagem anterior, Stefan me perguntou quantas palavras eu achava que eu conseguiria aprender por dia. Nós debatemos bastante e eu resolvi refletir sobre o assunto.

Se eu considerar o idioma Checo, eu tenho estudado por conta prÛpria ha 6 meses. Na maioria das vezes, uma hora por dia. Em alguns dias, eu estudo bem mais e, por algumas vezes, n„o estudo nada. O principal exercÌcio È o de escuta, depois leitura e, tambÈm, salvar palavras no LingQ (LingQing). Um perÌodo menor de tempo È usado para revisar palavras nos Flash Cards, e recentemente eu comecei a conversar com um tutor online pelo LingQ.

Então, se considerarmos este perÌodo de 180 dias e se usarmos as estatÌsticas geradas pelo LingQ, os n˙meros s„o os seguintes.

“Palavras conhecidas” eu considero apenas a minha habilidade de reconhecer o significado ou um significado: 25.260.
Isso inclui não-palavras como, n˙meros, nomes, etc. Não sei muito bem quantas palavras deste total são não-palavras, mas vamos considerar 10%. Então, o n˙mero de “palavras conhecidas” fica em torno de 23.000.
Stefan enfatizou que o idioma Checo possui muita flexão e, por isso, aumenta a quantidade de palavras em relaÁão ao InglÍs. A princÌpio eu concordei que isso era relevante, mas agora eu não tenho tanta certeza. Na verdade, È preciso aprender as diferentes formas das palavras, tempos verbais ou pessoas, seja em Checo como em FrancÍs. Então, na minha opinião, essas palavras tambÈm contam.

“LingQs criados” ou salvos no sistema: 20.600. Deste total, 7.425 foram promovidas numa classificaÇão de varios tipos de “conhecidas”. Note que eu não utilizo os Flash Cards com muita frequÍncia, então eu apenas promovo o status das palavras esporadicamente.

Quando eu olho as listas dessas palavras na seÇão de vocabulario, eu conheÇo a maioria delas, mas certamente não todas elas. Este n˙mero inclui 1.725 frases. Talvez eu deva considerar 5.000 palavras. Mesmo dentre as famosas palavras de status “1”, cerca de 13.000, existem palavras que eu conheÁo, mas enfim.

Então, talvez eu conheÁa, mesmo que passivamente, 28.000 palavras. Talvez. E eu tenho estudado, mesmo que n„o todos os dias, por cerca de 180 dias. Isso quer dizer que eu posso ter aprendido numa taxa de 155 palavras por dia. Quem sabe? Talvez seja um n˙mero menor, mas eu acredito que sejam pelo menos 100 palavras por dia. A maioria delas s„o aprendidas em decorrÍncia da leitura e, especialmente, atravÈs das palavras LingQs salvas, que ficam destacadas em amarelo nos textos no LingQ.

Note que eu ja li mais de 250.000 palavras em Checo no LingQ, frequentemente, mais de uma vez. Isso È equivalente a 3 romances de tamanho mÈdio.

Eu consigo ler bem as notÌcias dos jornais.

Aparentemente, Checo compartilha 40% das palavras com o idioma Russo (que eu estudei da mesma maneira no LingQ). Com isso, eu quero dizer o n˙mero de palavras que são iguais ou reconhecÌveis, tal como zitra/zavtra que significa “amanhã”. InglÍs tem 60% das palavras de origem latina, então eu acho que um falante do idioma InglÍs, que dispenda o mesmo esforÁo que eu, conseguiria aprender o mesmo n˙mero de palavras de FrancÍs ou Espanhol.

Eu estudei Checo ha alguns anos, então minhas estatÌsticas no LingQ para este idioma não estão atualizadas. No entanto, as estatÌsticas do meu desafio de PolonÍs ilustra o fato de que podemos aprender ou adicionar mais de 100 palavras ‡ lista de “palavras conhecidasî por dia.
A conclusão È: vocÍ pode aprender 100 palavras por dia se estiver disposto a empenhar tempo para isso.

If you could change one important thing about your hometown, what would you change?

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If you could change one important thing about your hometown, what would you change?

Na minha opinião, que é importante falar bem com pessoas que não vêm da mesma cidade que você. Por essa razão, mudaria os acentos de minha cidade devido aos problemas que pessoas têm tido aqui na minha cidade, particularmente as palavras estrangeiras como “hus”. Além disso, penso que é importante que sejas gentil com pessoas de otras cidades.

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Ola . Eu vivo nos Estados Unidos e estou conseguindo aprender português por que gosto muito de futebol e espero ir ao Brasil em 2014 para ver a Copa do Mundo. Eu sou um Professor de Italiano aposentado mas ainda estou ensinando (meio período) numa universidade Americana. Um dia eu gostaria de passar alguns meses no Brasil . Desculpe pelos erros gramaticais. Obrigado por sua vontade de me ajudar.

Prazer!

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Prazer!

Olá! Tudo bem? Meu nome é Yoko. Eu sou do Japão. Moro em Nara. É a cidade mais velha do Japão. É perto de Osaka e de Kyoto. Eu tenho um marido e dois filhos. Vivo com eles e minha mãe. Eu tenho alguns trabalhos. Eu sou artista do barro. Ensino algumas pessoas. E estou ensinando Japonês para estrangeiros. Eu falo com eles todos os dias. Alguns deles são brasileiros. Eu quero falar com eles em Português. Assim eu comecei a estudar Português fevereiro passado. É muito divertido para mim estudar Português. É um pouco semelhante ao japonês. Ouço podcasts, assisto desenho animado e canto canções. Às vezes meu amigo brasileiro me ensina por skype. Eu tenho vontade de falar com ele em Português fluentemente.

Depois da minha escola primária eu queria estudar em Gestão indústria de usinagem no ensino médio. Estudei duas línguas

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Depois da minha escola primária eu queria estudar Gestão de indústria de máquinas no ensino médio. Estudei duas línguas.

Depois da minha escola primária eu queria estudar Gestão indústria de usinagem no ensino médio. Estudei duas línguas: Alemão e Inglês. Alemão foi o meu primeiro idioma estrangeiro e eu costumava ter aulas três vezes por semana. Inglês foi só uma vez por semana (uma aula durava 45 minutos). Felizmente, para ambos as línguas tivemos os mesmos professores durante todo o tempo, por isso não houve qualquer problema de começar de novo e de novo como antes. Comecei a aprender Inglês lá, e foi a minha primeira experiência com esse idioma. Como novatos que não sabiama nada sobre o Inglês, nos foi emitido um livro impresso na Universidade de Cambridge que estava completamente em Inglês. Isso foi um assunto bastante difícil, mas para mim nenhum assunto jamais
foi difícil o suficiente para que eu tivesse desistido sem ter tentando o meu melhor. Quero dizer, muitos estudantes não fazem qualquer esforço para aprender assuntos na escola primária e e no ensino médio. Alguns deles estavam satisfeitos com suas notas, embora tivessem notas ruins (talvez seus pais não se importassem tanto). Então é por isso que, nem mesmo idiomas , foram assuntos difíceis para mim – eu trabalhei tão duro com eles.